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Professor Jorge Humberto Dias no World Happiness Summit 2026: transformar conhecimento em ação

  • Foto do escritor: Jorge Humberto Dias
    Jorge Humberto Dias
  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura

O Professor Jorge Humberto Dias participou no World Happiness Summit 2026, integrando o painel final do evento, “Ripples of Happiness”, centrado no impacto coletivo da felicidade e nos desafios da sua implementação real nas sociedades e instituições.


A partir de dados recentes do World Happiness Report 2026 e da Gallup, o painel partiu de um paradoxo central: apesar de concentrarem grande parte da investigação científica sobre bem-estar, alguns dos países com maior acesso a esse conhecimento não figuram entre os mais felizes. Para o Professor, este dado revela uma lacuna fundamental entre conhecer a felicidade e saber vivê-la: “já aprendemos o que é a felicidade, mas ainda não aprendemos a organizar a vida em torno dela”.


Na sua intervenção, pretendeu destacar que a felicidade não se constrói ao nível abstrato das ideias, mas sim ao nível concreto dos projetos de vida. Através do método PROJECT@, que tem vindo a desenvolver, defendeu que é essencial identificar, estruturar e alinhar projetos com valores pessoais, integrando-os de forma coerente no quotidiano. Essa capacidade — a de conceber e viver projetos com sentido — constitui, segundo o próprio, uma competência-chave ainda pouco desenvolvida nas sociedades atuais.


O Professor sublinhou também a importância de promover uma maior literacia da felicidade, e que deve centrar-se em questões fundamentais como a identidade, o propósito e o sentido da vida. Neste âmbito, destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal, nomeadamente através dos programas Happy Schools e Happy Universities, bem como da criação da norma portuguesa NP 4590:2023 para a gestão do bem-estar e da felicidade organizacional — uma iniciativa pioneira que procura agora ganhar dimensão internacional.


Outro ponto central da sua participação foi a análise do papel das instituições. Perante dados que mostram uma diminuição do bem-estar dos jovens em alguns países, defendeu que o problema não reside nos indivíduos, mas sim nos sistemas: “estamos a pedir aos jovens que sejam felizes em estruturas que não foram desenhadas para o desenvolvimento humano”. Assim, reforçou a necessidade de redesenhar escolas e organizações como espaços que promovam relações, propósito e projetos significativos.


No que diz respeito aos desafios de implementação da felicidade nas organizações, destacou que, apesar de existir uma forte predisposição para alinhar valores pessoais e organizacionais, persistem lacunas ao nível da concretização prática.


A sua intervenção culminou com uma proposta simples, mas estruturante: desenvolver a capacidade de criar projetos com sentido, alinhados com valores e sustentados pela ação. É nesse processo contínuo de construção que a felicidade se torna real, vivida e sustentável — tanto a nível individual como coletivo.


Para aceder ao texto completo e aos vídeos, clique AQUI.


 
 
 

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